Procuro a essência de mim nas pedras lentas do pensamento,
procuro um momento antes do primeiro,
algo, um vestígio, um som, uma prova qualquer,
uma luz que se pronuncie ou denuncie…
Nada… Absolutamente Nada…
Mensagens indecifráveis povoam a mente…
Imagens d’alguns lugares fora de mim…
Imagens…. Visões apenas…
Cada dia é menos um dia…
Tudo está a ficar mais óbvio…
A lucidez impera…
Arquivos para Fevereiro 26th, 2008
Algo… Alguma coisa…
Posted in Uncategorized, com etiqueta ausência, dia, imagens, morte, vsões on Fevereiro 26, 2008 | Leave a Comment »
Tentei violar-me…
Posted in Uncategorized, com etiqueta dia, distância, galáxias, noite, tempo, universo on Fevereiro 26, 2008 | Leave a Comment »
Estou na noite com o universo inteiro,
não há tempo dentro de mim..
Galáxias do pensamento…
Não há distância…
A razão da noite reside no dia..
Cansado de não me pertencer, tentei violar-me…
Nexo…
Posted in Uncategorized, com etiqueta ideias, nexo, palavras, sem nexo on Fevereiro 26, 2008 | Leave a Comment »
Procuro palavras sem nexo para escrever frases sem nexo,
numa página sem nexo, com ideias sem nexo, para fazer um poema sem nexo…
Tudo… sem nexo…
Impossível… tudo tem nexo…
Não é fácil escrever um poema sem nexo,
ainda que fosse difícil escrevê-lo com nexo…
Tudo tem nexo, porque nada tem nexo…
Por favor, chora…
Posted in Uncategorized, com etiqueta eu, identidade, lágrimas, o outro eu, ooutro, tédio, tu on Fevereiro 26, 2008 | Leave a Comment »
Porque não choras?…
Não sabes o sabor das lágrimas,
não conheces a côr do tédio…
Chora…
por favor chora…
Não sabes o motivo da tua angústia? Então?…
Porque choras?
Continuas sem saber a razão?…
Chora… Por favor Chora…
Afinal, o teu chorar é a proporção de tudo o que não consegues saber…
Chora… Nem que seja apenas por chorar….
…Não és capaz….
…Então… Chora…
1982
Carlos Campos
O “Eu” porque me trato…
Posted in Uncategorized, com etiqueta eu, identidade, nada, o outro, tu, tudo on Fevereiro 26, 2008 | Leave a Comment »
Procurei o porquê de mim nesta selva de árvores negras, carnívoras…
Procurei o porquê deste “Eu” por que me trato, deste “Tu” em que me pensas,
deste nada que me entontece…
Procurei no vazio soberbo dos meus dias cheios de tantos nadas…
Procurei uma forma diferente de conjugação verbal p’ra me reconhecer…
Procurei o porquê desta pretensa identidade…
1982
Barão de Campos