Procurei o porquê de mim nesta selva de árvores negras, carnívoras…
Procurei o porquê deste “Eu” por que me trato, deste “Tu” em que me pensas,
deste nada que me entontece…
Procurei no vazio soberbo dos meus dias cheios de tantos nadas…
Procurei uma forma diferente de conjugação verbal p’ra me reconhecer…
Procurei o porquê desta pretensa identidade…
1982
Barão de Campos